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Insights da insônia 3

Alter-ação como evento Idéias rápidas cabeça lenta enxurrada de palavras bate e passa

Insights da insônia 2

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Ruminações.... Conferia as postagens anteriores e, quando me dei conta, estava a divagar sobre o título de uma delas: A tênue linha ente o desejo e a razão. Acabei de fazer um trabalho sobre substâncias psicoativas, que - me perdoem o trocadilho- ficou uma droga! Mas serviu para me aproximar de um texto que, sem exagero, me deixou meio chapada. Levei três dias para lê-lo. Cada parágrafo era uma porrada no cérebro! Falava da perda da autonomia do indivíduo sobre a intervenção em seu corpo e seu estado de consciência. Ele tinha como tema as drogas, mas a discussão de fundo era a alienação. Tenho que confessar, ainda não digeri os dois temas. Na verdade, desde que fiz um curso sobre alienação, volta e meia, me pego num certo deslumbramento com a teoria. Fiquei loadeando um tempo sobre o tema. Alienação é estranhamento, apartamento, isolamento. Se eu estabeleço uma separação entre meu desejo e minha razão... hum... será que essa separação deveria existir mesmo? É que me lembrei de ...

Insights da insônia 1

Escrevo à esmo Se canso a mente descanso o corpo

Fotografando e andando

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A caminho de Itaquá

A tênue linha entre o desejo e a razão

Ela escrevia à esmo, para passar o tempo e espantar a insegurança. Tentava lidar com sentimentos que estavam pairando sem lugar, sem materialidade. É claro que os sentimentos não precisam ter materialidade. Sentimos e pronto! Mas, no caso dela, não chegaram a tomar forma alguma, nem de pensamento. Ainda não sabia sobre o que queria escrever. Tantas coisas estavam perambulando por sua cabeça. Ultimamente andava indo para a cama com um livro em que mulheres contavam sobre seus desejos.  Estava muito impactada por esses relatos poéticos, pois o "desejar" era algo difícil de lidar. Era quase sempre tenso, confuso, sem lugar. E quando conseguia, por vezes era acompanhado de culpa. Era como se precisasse de autorização para desejar. E tinha uma relação distanciada com seu próprio desejo. Demorava para percebê-lo. E,  quando o percebia, achava difícil não agir. E ela também não gostava nada de agir por impulso. Identificava que esse não era o seu melhor “modo operante”. Optava por...

Sobre certo tipo de distância...

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Adriana Calcanhotto (Antônio Cícero / Orlando Morais) Com Daniel Jobim ao piano Passei todo o dia de ontem em casa. Agora me preparo para enfrentar o mundo. Já é hora. Também estou meio cansada de falar comigo mesma. Faz falta um interlocutor. Pra ser mais precisa, preciso de alguém que não demande tradução simultânea. Não tenho energia nem pra isso. Me lembrei do meu terapeuta. Parei de vê-lo, mas ainda o considero assim. Sempre me lembro dele nos momentos difíceis e avalio se não é o caso de lembrar o caminho de volta a seu consultório. Quando você está muito desnorteada e combalida por conta dos julgamentos às suas posturas, escolhas, forma de ser e muitas possibilidades de etc, é útil ter quem que te respeite em primeira instância. É importante ter ao alcance alguém, que não vai te dar um esporro aos berros dizendo que você está errada, que você não presta, ou se despedaçar em sofrimento por alguma decisão sua. Deveria ser o básico de qualquer relação humana, mas não é. É a...

Sobre os menininhos...

Estava pensando sobre o que levou minha mãe a se separar do meu pai-legal. E isso me levou a pensar o tipo de homem com o qual eu me casaria, moraria junto, teria um relacionamento mais cotidiano, ou algo similar a isso. Esse pensamento surgiu quando conversa pelo telefone com um grande amigo. Ele me perguntou se minha fase de “menininhos” já havia terminado. Ele estava, ao mesmo tempo preocupado com minha felicidade e também fazendo um pouco de graça da idade das ultimas pessoas com as quais me relacionei. E, há algum tempo, não tenho convivido com pessoas da mesma idade que eu, ou mais velhas. E é verdade que, à partir de determinado momento da minha vida comecei a abrir mão do critério idade nas relações afetivas. Passei a relacionar com pessoas mais novas do que eu por várias razões. Um pouco de insegurança, para superar o trauma de um relacionamento anterior, ou por diversão, ou por tudo isso junto. Não me sentia culpada. Foi muito importante estar em relações, nas quais e...